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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Comentários Finais

Meu portfólio está pronto! Quero deste já agradecer pela atenção e dedicação de todos, principalmente pela rapidez das questões e dúvidas respondidas no decorrer do curso.

No decorrer do curso tive a oportunidade de refletir sobre minha prática, conhecer outras realidades, repensar sobre meu passado, conhecer a história da educação em Artes, relembrar minhas experiências e aprimorar utilizando teoria e prática no meu contexto escolar.

Esta disciplina foi um marco em nosso processo de construção do conhecimento, pois proporcionaram muitas leituras, pesquisas, observações, reflexões e práticas de forma interativa, dinâmica, prazerosa oportunizando uma integração maior ao grupo com envolvimento de todos.

Eu sou muito grata pelo apoio, incentivo e também pelo retorno de nossas postagens, pois sempre é bom receber reflexões criativas e incentivadoras. Meu só posso dizer meu muito obrigado!

Sandra Lúcia dos Santos. Meu endereço do meu blog: http://www.arteumsonhoinfinito.blogspot.com



Comentários Finais

Meu portfólio está pronto! Quero deste já agradecer pela atenção e dedicação de todos, principalmente pela rapidez das questões e dúvidas respondidas no decorrer do curso.

No decorrer do curso tive a oportunidade de refletir sobre minha prática, conhecer outras realidades, repensar sobre meu passado, conhecer a história da educação em Artes, relembrar minhas experiências e aprimorar utilizando teoria e prática no meu contexto escolar.

Esta disciplina foi um marco em nosso processo de construção do conhecimento, pois proporcionaram muitas leituras, pesquisas, observações, reflexões e práticas de forma interativa, dinâmica, prazerosa oportunizando uma integração maior ao grupo com envolvimento de todos.

Eu sou muito grata pelo apoio, incentivo e também pelo retorno de nossas postagens, pois sempre é bom receber reflexões criativas e incentivadoras. Meu só posso dizer meu muito obrigado!

Sandra Lúcia dos Santos. Meu endereço do meu blog: http://www.arteumsonhoinfinito.blogspot.com



Experiências Práticas Reflexivas

Aprendizagens realizadas

Foi muito gratificante a experiência da prática reflexiva, na qual pude analisar a minha própria práxis escolar sobre a importância do planejamento, com objetivos bem definidos, com estratégias ricas de situações de aprendizagem, para que ocorram construções de novas competências e habilidades.

O contexto histórico, social, político, econômico e a teoria devem se entrelaçar através da observação, reflexão, análise do cotidiano urbano e as diferentes formas de viver e conviver.

A importância de desafiar os alunos a pesquisar, discutir, trocar informações sobre os aspectos semelhantes e diferentes encontrados, identificando as formas, as perspectivas, as impressões, os ângulos, os traços e as linhas encontradas nos diferentes contextos pesquisados.

No momento da construção do painel se observa nas falas dos alunos, identificação de alguns aspectos que antes não havia identificado o aluno se apropriando do conhecimento construído de uma forma significativa.

A partir desta experiência se observa a importância de uma proposta bem elaborada, que proporcione um olhar de forma crítica e autônoma, desafiando sempre ao desenvolvimento de novas aprendizagens, na qual nós como educadores somos agentes de transformação.

Plano de Aula

domingo, 3 de julho de 2011

Observação das aulas de Artes

OBSERVAÇÃO DAS AULAS DE ARTES.



A observação deverá considerar quatro aspectos principais:



1. Identificação do nível de ensino e características gerais da turma:



-Nome da Escola: Escola Estadual de Educação Básica Cônego Albino Juchem.


-Nível de ensino: Ensino Fundamental.


-Rede: Estadual.


-Localização: centro da cidade- zona urbana.


-Série: 5º série.


-Turno: manhã.


-Número de alunos: 24 alunos


-Faixa etária: 10 a 11 anos.


-Perfil geral da turma: Atenciosos, educados, dedicados, determinados e críticos


-Nível de motivação: Excelente, não se percebe aluno no momento presente desta proposta desinteressado, cada um contribui com o pouco que sabe e juntos constrói novos saberes, existe uma troca.



2. Aspectos relativos à formação e atuação do/a professor/a



-Nome fictício: “Sil”.


-Formação: História


-Tempo de atuação: 10 anos.


-Atuação na área de artes: 8 anos.


-Experiência em Educação Infantil: 14 anos.


-Relacionamento com alunos: Bom, com determinação, combinações, acordos, limites e alegria.


-Forma de trabalho: Trabalha com as diferentes formas de situações de aprendizagens, com o intuito de abranger as diferentes linguagens artísticas, como arte visual, música, dança e o teatro. Oportunizando o desenvolvimento das múltiplas inteligências. Houve a liberdade de escolher a música e os grupos, na aula anterior tiveram oportunidade de se organizar, nos diferentes espaços da escola e resolver, tinham que no término da aula entregar o nome dos componentes do grupo a nome da música que iriam apresentar.



3. Caracterização do espaço de trabalho e recursos disponíveis



-Características do espaço físico: Hoje as apresentações foram no auditório, por ser mais espaçoso.


-Tipo de sala: Arejada com janelas vasculantes, com cortinas de tecido para proteção do sol. As paredes da sala foram pintadas de cores verde-claro e escuro, que evita o desejo de riscar as mesmas. Ventiladores em todas as salas de aula.


-Móveis: Todas as salas têm caixas de som para avisos importantes, têm mesas e cadeiras em bom estado, quadro branco, apagador e uma toalha de tecido


-Materiais e recursos disponíveis: vídeo móvel com tv, data show, retroprojetor, câmeras, microfone, rádio.


-Presença de imagens na sala (quais?): Os trabalhos dos próprios alunos, cartazes da Campanha da Fraternidade de 2011, cartazes informativos sobre cursos como ENEM.


-Periodicidade das aulas de artes: duas aulas por semana, 80 horas aulas por ano.



4. Observação da situação de ensino-aprendizagem:



-No primeiro momento adequado dos aparelhos de sons como: caixa de som, microfone e últimos acordos entre os grupos.


- No início a professora realiza uma dinâmica: Estralam os dedos, bate palmas, bate nas pernas inicia devagar e vai mais de pressa, ocorrendo uma harmonia e uma sincronia nos movimentos, para acalmar todos os alunos.


-Descrição da proposta da aula: Desenvolver a expressão artística das diferentes formas de comunicação, como os mais variados símbolos e códigos do saber artístico, abrangendo a capacidade de observar, apreciar, ler, compreender e contextualizar as produções artísticas como análise dos elementos da riqueza da humanidade, valorizando a diversidade na forma de expressão. Também existe um planejamento nos Planos de Estudos e depois os Planos de Trabalho.


- Análise dos elementos que fizeram parte da aula: O principal foi o cantar a música, memorização da letra, estilos com vestimentas e adereços, coreografia e sua expressão corporal.


-Interação entre alunos e professor/a no desenvolvimento da proposta: Houve uma integração dos alunos na proposta da professora, uma interação de todos. Momento de solidariedade na divisão das partes da música como solo.


-Planejamento: Ocorreu sim planejamento, a proposta funcionou, mas sabemos que muitas vezes ocorre adequação da proposta, por vários motivos


-Proporcionou a construção de conhecimento? Por quê? Sim, pois no final teve um ambiente de troca entre eles, cantaram mais músicas conhecidas, na qual todos partilharam, ocorreu uma aprendizagem significativa possibilitando um relacionamento sócio-afetivo, proporcionando um momento lúdico e prazeroso, desenvolvendo sua autonomia e criticidade. A música cantada foi Lado de Cá- Chimaruts.



Músicas apresentadas:


1) Eduardo e Mônica- Legião Urbana- anos 60


2) Garoto Errado- Manu Gavassi- Pop


3) Mexe,Mexe que é bom- Sertaneja.


4) Selinho na Boca- Latino e Perla- Fanque..


5) afoga o Gancho.


6) Planeta Azul- Chitanzinho e Chororó.


7) Serenade- Reação em Cadeia- Romântico.Este grupo toca vilão.


8) Tá vendo aquela lua- Pagode.





OBSERVAÇÃO DAS AULAS DE ARTES.



A observação deverá considerar quatro aspectos principais:



1. Identificação do nível de ensino e características gerais da turma:



-Nome da Escola: Escola Estadual de Educação Básica Cônego Albino Juchem.


-Nível de ensino: Ensino Médio.


-Rede: Estadual.


-Localização: centro da cidade- zona urbana.


-Série: 204


-Turno: Tarde.


-Número de alunos: 31 alunos


-Faixa etária: 15 a 17 anos.


-Perfil geral da turma: Atenciosos, educados, calmos, porém delimitados na busca de novos conhecimentos, parece que tem limitações na questão da expressão comunicativa e na sua autonomia no seu processo de construção do conhecimento.


-Nível de motivação: Regular é necessário maior envolvimento nas diferentes linguagens em seu processo, precisa se permitir a desafiar se ao “erro”, para que ocorra um crescimento em seu próprio processo de construção do ensino-aprendizagem.



2. Aspectos relativos à formação e atuação do/a professor/a



-Nome fictício: “Rafa”.


-Formação: Licenciatura em Artes Artística, habilitação em Artes Cênicas


-Tempo de atuação: Desde1995 com teatro e oficinas de teatro onde os grupos só “faz aula quem quer, tem interesse”. – Atuação na Rede Estadual: Desde 2005, com a média de 35 alunos e trabalhando com a educação artística com as diferentes linguagens.


-Relacionamento com alunos: Bom, com determinação, combinações, acordos, limites, promovendo a reflexão, a ter uma aprendizagem significativa, permitindo a busca de novas vivências e a construção de novos saberes.


-Forma de trabalho: Trabalha com as diferentes formas de situações de aprendizagens, com o intuito de abranger as diferentes linguagens artísticas, como arte visual, música, dança e o teatro. Oportunizando o desenvolvimento das múltiplas inteligências. Na aula anterior tiveram algumas explicações orais e escritas.



3. Caracterização do espaço de trabalho e recursos disponíveis



-Características do espaço físico: Sala espaçosa com boa ventilação.


-Tipo de sala: Arejada com janelas vasculantes, com cortinas de tecido para proteção do sol. As paredes da sala foram pintadas de cores verde-claro e escuro, que evita o desejo de riscar as mesmas. Ventiladores em todas as salas de aula.


-Móveis: Todas as salas têm caixas de som para avisos importantes, tem ventiladores, têm mesas e cadeiras em bom estado, quadro branco, apagador e uma toalha de tecido


-Materiais e recursos disponíveis: vídeo móvel com tv, data show, retroprojetor, câmeras, microfone, rádio.


-Presença de imagens na sala (quais?): Os trabalhos dos próprios alunos, cartazes da Campanha da Fraternidade de 2011, mapas e cartazes informativos sobre cursos como ENEM.


-Periodicidade das aulas de artes: Uma aula por semana de 48 minutos, 40 horas aulas por ano.



4. Observação da situação de ensino-aprendizagem:



- No início a professora conversou com os alunos sobre a proposta da aula, com explicações orais e escritas no quadro, depois questiona a perguntas.


-Descrição da proposta da aula: A aula de artes promove o desenvolvimento do ser humano através das linguagens artísticas, a partir das observações, do sentir, do perceber, imaginar, criar e produzir idéias e valores. Desafiar a busca por novos saberes. Transformar paradigmas pré-estabelecido pela sociedade e valorizar a diversidade cultural. Deve promover o respeito quanto à diversidade de valores incutidos no dia-a-dia de cada educando. Também existe um planejamento nos Planos de Estudos e depois os Planos de Trabalho.


- Análise dos elementos que fizeram parte da aula: O principal foi à pintura, trabalhando a perspectiva, a iluminação, com explicações orais e escritas, nesta proposta deve duração de duas semanas, portanto duas aulas..


-Interação entre alunos e professor/a no desenvolvimento da proposta: Houve uma integração dos alunos na proposta da professora, uma interação de todos na organização e no diálogo durante o processo de construção do trabalho. A professora é democrática e está aberta para a sugestão de novas idéias e expor seus saberes.


-Planejamento: Ocorreu sim planejamento, a proposta funcionou, mas sabemos que muitas vezes ocorre adequação da proposta, por vários motivos


-Proporcionou a construção de conhecimento? Por quê? Sim, porque a professora desafia a pensar de uma forma diferente, permitindo a vivenciar as diferentes formas de expressão da linguagem visual, mobilizando a sensibilidade e a um relacionamento sócio-afetivo, proporcionando uma aprendizagem significativa e prazerosa, desenvolvendo sua autonomia e criticidade.


Esta experiência foi marcante e muito boa para meu crescimento, pois aproveitei e realizei nos dois níveis de ensino: Fundamental e no médio, pois não tinha tido o prazer de observar aulas de colegas se não fosse desta maneira, porque quando realizei a minha outra faculdade não foi solicitada esta vivência escolar.


Com esta atividade refleti sobre a importância de um planejamento, na qual temos que ter um objetivo claro sobre onde queremos chegar, alcançar através de nossa ação, que deve ser rica em situações de aprendizagens para que ocorra o desenvolvimento de novas competências de forma significativa, no processo de ensino-aprendizagem de nossos alunos.


É neste momento, que estabelecemos a organização dos conteúdos que são os meios, para uma proposta de trabalho de uma forma coerente e significativa, pois será este planejamento o diferencial para desenvolver as competências gerais para a área da linguagem que são: ler, interpretar e produzir que dão sentido para que o aluno amplie sua sensibilidade, a percepção, a reflexão e a imaginação.


A proposta de ação deve estar ligada a um projeto da escola que auxilia no desenvolvimento e crescimento pessoal do aluno de forma autônoma, crítica e emancipativa num contexto com atividades, na qual ele possa estabelecer conexões que permitam construções de conhecimento artístico.




Anexos:


Estou enviando algumas fotos dos trabalhos realizados pelos alunos na proposta de observação, pois deu tempo de observar as produções, que foi trabalhado a questão das perspectivas nas paisagens:

PCN competencia e habilidades


Os PCN do Ensino Médio são a base da Educação Básica, dão suporte para organizar a escola, o Currículo baseado em competências e habilidades e não no acúmulo de informações, um currículo que estabeleça vínculos com os diversos contextos de vida dos alunos.

Os PCN do Ensino Médio buscam dar significado ao conhecimento Escolar, por isso defendem a contextualização e a interdisciplinaridade. Ensino Médio é a etapa final de uma educação de caráter geral que situa o educando como sujeito produtor de conhecimento e participante do mundo do trabalho, justificando por isso competências e habilidades, contemplando o contexto da contemporaneidade.

Nos PCN encontram-se subsídios para reflexão, discussão e construção de aspectos do cotidiano da prática pedagógica a serem transformados, auxiliando o professor na sua tarefa de assumir, como profissional o lugar que lhe cabe pela responsabilidade e importância no processo de formação do povo brasileiro.

Alguns desafios apontados pelos PCN são fundamentais para a escola e o professor:

- Revisão de objetivos, conteúdos, formas de encaminhamento das atividades, expectativas de aprendizagem e maneiras de avaliar;

- Refletir sobre o porquê, o para quê, o quê, como e quando ensinar e aprender;

- Refletir sobre a prática pedagógica tendo em vista uma coerência com os objetivos propostos;

- Preparar um planejamento que possa de fato orientar o trabalho em sala de aula;

- Discutir com a equipe de trabalho as razões que levam os alunos a terem maior ou menor participação nas atividades escolares;

- Identificar, produzir ou solicitar novos materiais que possibilitem contextos mais significativos de aprendizagem;

-Subsidiar as discussões de temas educacionais junto aos pais e responsáveis.



* Um dos maiores desafios, Competências no processo de ensino-aprendizagem:

Para construir competências se consideram o contexto de aprendizagem, a implicação do sujeito na tomada de decisão, a resolução de situações problemáticas e o próprio processo de construção de conhecimento.

Uma abordagem por competências defende que o sujeito constrói os seus próprios saberes, numa interação afetiva que possibilita o aprender a aprender.

Em um contexto educativo, com os outros, o sujeito (re) descobre, (re) inventa novas possibilidades de ação que lhe permitem situar-se critica e autonomamente na sociedade atual. Neste sentido, competência é compreensão, uso de habilidades, atitudes e comportamentos que facilitam a aprendizagem e o crescimento intelectual, social, físico e emocional dos alunos.

A competência seria a manifestação específica de uma habilidade integrante de uma inteligência, julgada necessária para todas as profissões e ocupações e essencial para uma boa gestão e cuidado da própria vida, na forma complexa que assume hoje.


Sobre a relação entre competências, objetivos e conteúdos:



Existe uma relação intrínseca. O educador deve ter clareza sobre os objetivos que pretende atingir com seu trabalho. Não se trata da formulação mecânica de objetivos, mas da dimensão teleológica da educação, da sua intencionalidade. Estabelecer objetivos é uma forma de se colocar em processo, essencial para permitir uma postura do sujeito. As grandes questões que se colocam são que tipo de homem se deseja formar, consequentemente que tipo de educação e que tipo desejamos.

Os conteúdos por sua vez não são um fim em si mesmo. Os conteúdos hoje, além de exigirem um significado, uma relevância, uma utilidade no contexto devem ser meios para desenvolver competências e habilidades. O planejamento de situações de aprendizagens devem ter a finalidade de levar o sujeito a expressar idéias, analisar informações e proposições, ser capaz de tomar decisões e argumentar, assim como, resolver problemas centrando o ensinar e o aprender no desenvolvimento de competências e habilidades em lugar de centrá-lo no conteúdo conceitual apenas.


É possível relacionar os três eixos de competências gerais para a área das linguagens com as competências básicas de artes visuais? De que forma?

É possível relacionar os três eixos de competências gerais para a área das linguagens que são: Ler, interpretar e produzir com as competências básicas de artes visuais que são: Fruição-contemplação, produção-criação, reflexão-Interpretação:

Com a capacidade de pensar múltiplas alternativas para solução de um problema de forma criativo e curioso para o desenvolvimento do pensamento divergente, da capacidade de trabalhar em equipe, da disposição para procurar e aceitar críticas, da disposição para o risco, do desenvolvimento do pensamento crítico, do saber comunicar-se, da capacidade de buscar conhecimento. Estas são competências que devem estar presentes na esfera social, cultural, nas atividades políticas e sociais como um todo, e que são condições para o exercício da cidadania num contexto democrático.


O ensino de artes na contemporaneidade

Lendo e refletindo sobre a arte contemporânea problematiza nosso encontro com a linguagem, devemos colocar de lado nossos hábitos tradicionais de ver arte, ou seja, de esperar dela uma “janela para a realidade”, de ver através dela soluções para o mundo, enfim estamos diante de uma arte que não prevê resultados. E se ela enriquece nossa vida, não é porque nos oferece saídas, mas, ao contrário, porque problematiza nossa relação com a realidade e apresenta muito mais perguntas do que respostas.

Estamos definitivamente diante da concepção de uma arte essencialmente “um absolutamente outro”, por apresentar algo muito além do que damos conta de “dizer”.


O professor de arte de ser um pesquisador para que tenha uma proposta que desafio o aluno a pensar, pois a arte é um caminho que pode enriquecer a vida do aluno, despertando um olhar curioso diante do mundo da arte, pois é um universo com um leque de opções para ser analisado com profundidade.


A arte é um saber que se realiza diferentemente do que o entendemos até então como saber. Se aprendermos com a arte, e aprendemos, não é porque ela explica o mundo, mas porque ela o problematiza, questiona nos propõe diante de um impasse, diante do absolutamente outro, que não conseguimos trazer à luz. Ironicamente, uma aprendizagem pela “não-aprendizagem”, se quiser comparar com tudo o que sabemos do que seja aprender. Apreender é segurar, agarrar, aqui é justamente, ver escorregar das mãos todas as possibilidades de agarrar. Estar diante do “abismo”. Um desafio.


Trabalho de Grupo: Pedagogia de Projetos em Artes Visuais

Ensino de artes - Panorama Histórico

Estão ocorrendo mudanças no mundo da arte nos últimos trinta anos, algo sobre o que elas significam para a arte – educação, essas mudanças têm sido completa e compreensivamente discutidas. O foco da pesquisa arte-educação, mantendo o que já tem sido conseguido, mas orienta-nos em uma direção as habilidades necessárias para interpretar as obras de arte à luz do seu contexto cultural. Hoje é necessário desenvolver a habilidade para entender outras culturas e para considerar diversas interpretações de uma única obra. A arte contemporânea é mais um objeto simbólico do que estético, pois seu significado depende de como pode ser visto nele em seu contexto cultural. A interação entre o que pode ser visto e o conhecimento do contexto ocorre na interpretação, incluindo a percepção e indo mais além. O entrelaçamento de padrões estéticos e o discernimento de valores deveria ser o começo de uma discussão sobre os conteúdos da aprendizagem da arte, acontecendo através do fazer, da leitura deste fazer e dos fazeres de artistas populares e eruditos, contextualizando-os no seu tempo e espaço.

trabalho de grupo

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Leitura dos textos de Fernando Hernandéz

Leitura dos textos de Fernando Hernandéz



A leitura dos textos de Fernando Hernandéz do capítulo 5- que se intitula: “A pesquisa sobre a compreensão: a interpretação como chave da educação escolar” e o outro texto de Anita Prado Koneski que se intitula: “A estranha “fala” da arte contemporânea e o ensino da arte”, são importantíssimos para nossa compreensão da arte de nosso tempo com embasamento de diferentes abordagens pedagógicas.


A história do pensamento humano está ligada com seu contexto social, histórico, econômico e político. Nestas pesquisas realizadas na proposta curricular espanhola tem bases nas experiências sobre o processo de aprendizagem em artes e o conhecimento artístico pós- modernidade.


Na qual tem vários pressupostos de diferentes filósofos, artistas, psicólogos e professores que contribuem para enriquecer nossos saberes sobre o processo de aprendizagem na compreensão da arte.


A primeira contribuição está relacionada a perspectiva da psicologia sobre como se constrói o conhecimento. Atualmente as teses dos inatistas ou ambientalistas debatem sobre a necessidade de ter uma “filosofia” que sustenta os seres humanos, os fatos de viverem em diferentes contextos transformados pelas concepções, ações e artefatos produzidos pelas gerações anteriores precedentes.


A construção crítica do contexto e do significado se dá através do resultado da interação de nossa maneira de “estar” no mundo, a forma como percebemos nosso papel no mundo.


Para Piaget o conhecimento dos seres humanos vai se adequando por esquemas de assimilação e acomodação, na qual ocorrem as construções simbólicas, na qual são adequados às condições da realidade Os desequilíbrios que produzem entre os mecanismos de assimilação e de acomodação são responsáveis pelo desenvolvimento cognitivo.


Piaget e seus seguidores fundamentaram o construtivismo baseado na atividade adaptativa e operatória da inteligência, de natureza auto-estruturante e transformadora. Essa epistemologia substitui a concepção do conhecimento como cópia da realidade por construção subjetiva que procede da coordenação das ações exercidas pelo sujeito sobre o objeto.


Também se sabe que não se sucedem linearmente, que o acesso a um estágio não implica a imediata superação do anterior e que o desenvolvimento evolutivo não culmina, necessariamente, com o pensamento formal vinculada com a lógica científica.


O enfoque construtivista da aprendizagem para Piaget: todo conhecimento é resultado da organização de um conhecimento anterior, e toda nova aquisição que tenha aspectos de novidade se coloca em relação ao que se tenha adquirido previamente.


O construtivismo se relaciona com a teoria crítica na medida em que implica a tomada de consciência de cada um para construir a relação entre sua própria identidade e as representações sociais sobre o “mundo”, no caso da educação, para a compreensão da cultura visual, sobre a Arte, os artistas, as idéias mediadoras sobre a paisagem, a natureza, o corpo, a abstração, o poder, a intimidade, as relações pessoais, as relações sociais.


A posição crítica favorece a auto-reflexão sobre esse processo de influências, sobre os olhares em torno de si mesmo e do que o cerca.


No texto de Anita Prado Koneski, a arte contemporânea problematiza nosso encontro com, sua linguagem, precisamos colocar de lado nossos hábitos tradicionais de ver arte, ou seja, de esperar dela uma “janela para a realidade”, de ver através dela soluções para o mundo, enfim de estarmos diante de uma arte que é fecunda na impossibilidade de leitura.


Estamos diante de uma arte que não prevê resultados, se ela enriquece nossa vida, não é porque nos oferece saídas, mas, ao contrário, porque problematiza nossa relação com a realidade, apresenta muito mais perguntas do que respostas. Estamos definitivamente diante da concepção de uma arte que é essencialmente “um absolutamente outro”, por apresentar algo muito além do que damos conta de “dizer”.


O arte-educador, por sua vez, fica da obrigatoriedade de dar respostas, de analisar, ler, interpretar e responder à arte contemporânea. Em troca, estaria diante do ruído desta arte, diante da sua problematização, que lhe tira qualquer palavra que se intentaria pronunciar a respeito dela.


Aqui, talvez, possamos dizer que cabe ao arte-educador auxiliar seus educandos a perceber a fecundidade do ruído que a arte contemporânea aponta, mostra-lhes a fecundidade desse estar para mais além do que podemos pensar, ou desse “muito próximo” que nos tira o sentido do compreender.


Isso é diferente da extrema preocupação de procurar respostas coerentes, nos moldes tradicionais, que nossa carga histórica impõe. Isso significa estar distante das leituras e dos paralelos infindáveis para a arte, reduzindo-a um formalismo ou a um conteudismo.


A arte é um conhecimento que não se resolve em interpretações, em explicações, pois exige do arte-educador muita reflexão teórica, primeiramente, porque ele tem de acreditar no processo da destruição dos hábitos.A autora compactua com a proposta de Gerd Bornheim quando ele diz, em seu texto, As dimensões da crítica (p.34), na obra Rumos da crítica(Martins, 2000,p.34) que talvez esteja na hora de inaugurarmos, “no percurso de suas interfolhas, a criação de uma postura diferente, e mesmo totalmente nova, a transmudar o próprio sentido da história das relações entre o homem e a arte”.


Assim, concluímos não se trata de dizer que a arte nada nos oferece, mas de dizer que ela nos oferece não é mais, por determinação de nossos velhos hábitos, o que esperamos dela. Ou, não se trata de dizer que a arte nada “diz”, mas de afirmar que ela diz o inefável, e o inefável é esse ruído indizível, que se faz vestígios, que acumula questionamentos.


E perceber que neste atestado estranhamento que ela nos causa está a sua profundidade, pois desmonta a pretensão do saber, esse ato, que segundo Levinas, se impõe mediante uma violência, e a pretensão de pensarmos que a arte está sempre disponível a vir à luz. A metáfora da luz é a da luminosidade, do arrancar o ser da obscuridade quando sua profundidade (Blanchot) está, justamente, na obscuridade. É aí que ela nos infere seus grandes questionamentos.


Diante dessa radicalidade como “modo de ser” para um lugar que, de tão humano, tão demasiadamente humano, não abarcamos como saber, ou talvez seja mais correto dizermos que abarcamos de um modo outro, um saber que se realiza diferentemente do que o entendemos até então como saber.


Se aprendermos com a arte, e aprendemos, não é porque ela explica o mundo, mas porque ela o problematiza, questiona, nos põe diante de um impasse, diante do absolutamente outro, que não conseguimos trazer à luz. Ironjcamente, uma aprendizagem pela “não-aprendizagem”, se quisermos comparar com tudo o que sabemos do que seja aprender.


Apreender é segurar, agarrar, aqui, é justamente, ver escorregar das mãos todas as possibilidades de agarrar, estar diante do “abismo”, um desafio.

Fórum de discussões sobre a apreciação dos PCN EF séries finais

Na proposta geral dos Parâmetros Curriculares nacionais, Arte tem como tão importante quanto à dos outros conhecimentos no processo ensino aprendizagem. A área de arte está relacionada com todas as demais áreas e tem suas especificidades.



O conjunto de conteúdos está articulado dentro do contexto de ensino e aprendizagem em três eixos norteadores:



A produção - fazer artístico;



A fruição - apreciação significativa de arte e do universo a ela relacionado;



Reflexão - construção de conhecimento sobre o trabalho artístico pessoal.



A proposição sobre aprender e ensinar arte tem por finalidade apresentar ao professor uma visão global dos objetivos, critérios de seleção e organização dos conteúdos e orientações didáticas e de avaliação da aprendizagem de arte para todo o ensino fundamental.



O documento propõe quatro modalidades artísticas as quais deverão ser trabalhadas pelos alunos que são: Artes Visuais, Música, Teatro e Dança.



Segundo o Boletim Arte na Escola, nº 50, em pesquisa informal no Rio Grande do Sul, os professores de arte, nas artes visuais usam o documento como referência, especialmente para exercitar a crítica e que não funcionaria como "receituário".